Resenha: Desejo/Sufoco, de Ventilador de Teto

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Ventilador de Teto
Selo: Valente Records.
Lançamento: 29 de janeiro de 2017.
Tempo: 13 minutos e 29 segundos.

Lançado em janeiro, no primeiro EP da banda Ventilador de Teto, Desejo/Sufoco, é perceptível a influência da Geração Perdida de Minas Gerais, acrescida de um devido toque de Mac DeMarco, na temática das letras e na sonoplastia. Não se engane, porém, com o ritmo um pouco mais vibrante, acelerado, da primeira faixa. Este disco é, majoritariamente, uma exibição de cadências subjetivas, letras impregnadas por essa desilusão do milênio,  vocais despretensiosos.

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Resenha: Little Joy, de Little Joy, ou uma carta de amor ao Rio

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Little Joy
Selo: Rough Trade.
Lançamento: 04 de Novembro de 2008.
Tempo: 30 minutos e 48 segundos.

No centro, um sol bom de quase primavera, o relógio marca a temperatura: vinte e seis graus Celsius. Um café, então parte-se à Praia Vermelha. Quanto mais próximo do litoral, maior a intensidade do vento. A brisa salgada, gélida. Na costa, vinte graus Celsius somente. Era a pior ressaca do ano. De lá, encara-se o morro o qual, atravessando-se, pode-se pegar o tradicional bonde. Esgueirando-se pelas ruas do bairro, suas casinhas portuguesas. “E aqui eles também rodaram algumas cenas do clipe.”

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Resenha: Lua Full, de Juliana Kehl

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Juliana Kehl
Lançamento: 13 de Janeiro de 2017.
Tempo: 44 minutos.

Devido a problemas com seu casamento e aos cuidados dedicados às filhas, Julian Kehl viu-se afastada de sua carreira musical desde o lançamento de seu primeiro álbum, no agora longínquo ano de 2010. Com as feridas do término com seu ex-marido aparentemente cicatrizadas e com as filhas já mais crescidas, a cantora retorna à música com um disco forte, porém delicadamente embasado em sutilezas: imagéticas, poéticas, rítmicas, vocais.

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OUTROS: Considerações e suposições a respeito do Grammy

Logo do Grammy

O Grammy Awards, chamado de o Oscar da música, acontece hoje (12) e como sempre houve surpresas e revoltas de todos os lados pelas indicações — desde Demi Lovato sendo indicada à categoria Best Pop Vocal Album até Beyoncé à categoria Best Rock Performance, eu, como um mero telespectador, farei minhas predições de algumas categorias. Como já dizia Lady Gaga: “here we go.”

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Resenha: Come on Feel the Riverbreeze, de Luziluzia

Capa de Come on Feel the RiverbreezeCome on Feel the Riverbreeze
Luziluzia
Lançamento: 10 de Fevereiro de 2014.
Tempo: 39 minutos.

É difícil evitar comparações quando se tem um quarteto como este, sendo metade de seus membros oriundos do Carne Doce, metade advinda do Boogarins — ambas as bandas, sem dúvidas, dentre as melhores do cenário da música brasileira contemporânea. — De fato, pode-se chamar o Luziluzia de supergrupo, quaisquer que sejam os sentidos disto.

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Resenha: “Awaken, my Love!”, de Childish Gambino

Capa de 'Awaken, my Love!'“Awaken, my Love!”
Childish Gambino
Lançamento: 02 de Dezembro de 2016.
Tempo: 48 minutos e 57 segundos.

Donald Glover é um rapper extremamente atípico. Melhor, ele é um músico certamente atípico. Não é todo dia que se vê alguém com formação em escrita dramática entoando canções por aí, o que é excelente, na verdade. Principalmente porque ele decidira enveredar por um estilo musical quase sempre preconceituosamente marginalizado.

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Resenha: Nº4, de Stone Temple Pilots

Capa de Nº4Nº4
Stone Temple Pilots
Lançamento: 26 de Outubro de 1999.
Tempo: 42 minutos e 17 segundos.

Há exatamente um ano atrás, quando Scott Weiland faleceu em decorrência de uma overdose, muitos mostraram-se sentidos com a perda, embora não surpresos. De fato, ele sempre demonstrou, em seus clipes, letras e atitudes, um comportamento autodestrutivo — arte, pensava-se. — Todavia, após a morte do cantor, percebeu-se que isto, na verdade, mais parecia um pedido de socorro do que mera atuação.

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Outros: E na vitrola, “Birthday”, de The Sugarcubes.

Dois anos são um tempo considerável para quem não conseguia, até então, manter um blog por mais de duas ou três postagens. No entanto, contrariando todas as expectativas, principalmente devido à falta de tempo, este site se sustentou. Meio que aos trancos e barrancos, verdade, porém seu pulso ainda pulsa, feito diriam Os Titãs. Contra toda a correnteza, as Panquecas ainda não estão tão caducas e Decrépitas assim.

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Resenha: American Beauty, de The Grateful Dead

Capa de American BeautyAmerican Beauty
The Grateful Dead
Lançamento: 01 de Novembro de 1970.
Tempo: 44 minutos e 21 segundos.

Em Freaks and Geeks, Lindsay, a personagem principal, passa por momentos de dúvidas e incertezas sobre seu futuro após desencantar-se com política, com a postura de seus familiares e da sociedade em geral, com o sistema escolar. É American Beauty o álbum que lhe faz ver além, como diz a primeira faixa do disco, “Box of Rain.”

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Resenha: Princesa, de Carne Doce

Capa de PrincesaPrincesa
Carne Doce
Lançamento: 24 de Agosto de 2016.
Tempo: 57 minutos.
★★★★★

Por algum tempo, uma chatice insossa, meio taciturna, persistiu em diversos ramos da anteriormente tão aconchegante e calorosa música brasileira. Neste movimento, ou na falta quase total dele, os artistas raramente apresentaram personalidade ou atitude, espelhando-se, em geral, em conceitos internacionais, pouco importando-se com a fidelidade a si próprio.  Felizmente, porém, pouco a pouco foi surgindo um Boogarins aqui, uma Baleia ali, uma geração perdida de Minas Gerais acolá, Liniker, Metá Metá, Filipe Catto, Johnny Hooker. E, claro, Carne Doce.

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